Por: Ruben Zevallos Jr.
Data de Publicação: 9 de julho de 2008
Com base no PaiCom base no AvôDesde que eu me lembro como gente, sempre me vêm a lembrança dos aviões e o sonho de viajar dentro de um deles. Lembro que viagem a primeira vez, quando fomos (eu, meu pai, madrasta e irmão) para Porto Alegre, foi uma viagem de algumas horas... muito legal e pelo que me lembro, fomos de Varig.
Na década de 50Lembro-me dos comentários que um ex-chefe comentou comigo, que na Pan An, você recebia um certificado por ter atravessado o equador, ou seja, você apesar de estar fazendo uma viagem internacional, que é cara, imagine naquela época? Ainda ganha um certificado se sentido mais importante e melhor.
No filme Pegue-me se puder, onde o protagonista, utiliza-se desse afã que existe para com os pilotos e pessoas para com a aviação, ele falsifica cheques e até se torna um co-piloto sem saber direito das coisas.
A década de 80 e 90Foram as décadas após o primeiro choque do petróleo, então, empresas aéreas acabaram fechando, mas o custo de uma viagem aérea ainda era sonho... eu trabalhei no governo federal e estadual e lembro dos valores elevados, que algumas viagens tinham o custo maior que a minha remuneração mensal.
O início dos anos 90 foram marcados pela falência da Pan An, uma das maiores empresas aéreas do mundo, empresa pela qual eu já tinha feito diversas viagens, onde o atendimento era superior que a American Airlines entre outras. Eu não consegui acreditar, mas foi verdade, a Pan An quebrou e não foi a única, diversas outras foram quebrando nos EUA e em diversos paises do mundo.
O Brasil também não ficou longe, pois a Vasp ficou super ruim das pernas e foi comprada pelo grupo do Wagner Canhedo, a Viplan que também quebrou no início dos anos 2000.
No Brasil do século XXIEste século está sendo marcado pelo grande crescimento no mercado interno para aviação, como o crescimento da TAM, da novata GOL e novas empresas, como a Web Jet entre outras, que hoje estão lá nos aeroportos brigando por espaço nos balcões de Check-in.
O final dos anos 90, também foram marcados pela quebradeira de várias empresas... foi a VASP, Transbrasil e recentemente a Varig, que ainda está terminando em CPI.
O mais engraçado, é que essas empresas que quebraram, detinham dezenas de aeronaves, que apesar de antigas, estavam disponíveis e ainda voavam... no caso da Transbrasil, lembro-me de ter feito vôos internacionais saindo de Brasília e também tinham vários aviões novos.
A GOL quando entrou no mercado, tinha o orgulho de dizer que ela tinha a frota mais nova do Brasil, mas a TAM correu atrás e também fez novas encomendas.
A era GOLO fator mais marcante deste mercado, que apesar dos preços elevados do custo do petróleo, a Gol conseguiu colocar no mercado passagens aéreas baratas, ao custo que você conseguiria comparar os preços com passagens de ônibus ou até de carro, na maioria das vezes valia a pena gastar um pouco mais... isso, somente um pouco a mais para sair de Brasília e ir para São Paulo.
A Gol emplacou a idéia que passagens aéreas não precisavam ser caras para conseguir encher aviões... que por sinal, antes da GOL, lembro de fazer vôos Brasília São Paulo, onde eu podia ficar sozinho em uma fileira de 3 lugares... hoje, mesmo em vôos caros, é muito difícil ver um lugar vazio.
E quem pagou a conta das quebradas?Hoje estava pensando quem pagou a conta das empresas quebradas... a Transbrasil tinha pelo menos uma dezenas de novas aeronaves e lembro, que pouco antes de quebrar, tinham chegado algumas... que certamente ainda devem estar espalhadas pelos aeroportos brasileiros, com você pode ver algumas da Vasp e Transbrasil estacionados perto da cabeceira da pista 2 do aeroporto de Brasília.
Então, me veio a grande pergunta... quem pagou ou está pagando essa conta?
A GOL está comprando novos... a WebJet, outra nova empresa também... a TAM cresceu e se tornou a maior empresa aérea do Brasil, se não da América latina.
E mais... quem está pagando a conta dos salários dos funcionários que ficaram meses sem receber, fornecedores de alimentos e até de combustíveis?
É muito engraçado, pois o mercado atua sobre os restos mortais de outras empresas, como se nada tivesse acontecido. Ficam loucos para conseguir os slots (balcões de check-in) dos aeroportos, como os de Congonhas... que a GOL ficava lá no final... como alguns diziam, na cozinha... mas hoje, ela herdou da transbrasil alguns e virou VIP...
Procurei dar uma pesquisada... mas parece que as coisas não estão lá boas... muita gente está esperando a resolução da justiça para o caso da Vasp, Transbrasil e agora com a Varig... e quem sabe algum dia alguém irá pagar a conta... se não, os fornecedores que terão que amargar com mais essa perda.
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