Por: Ruben Zevallos Jr.
Data de Publicação: 11 de agosto de 2007
Com base no PaiCom base no AvôRetornar para São Luís é um grande mix de sentimentos... muita coisa envolvida, muitas mudanças em vista... uma nova vida... um grande todo em movimento.
Na vida, a luta do marisco que fica grudado no rochedo, é tudo uma questão de força... se ele bobear é levado pelo mar e talvez fique sem alimento... é a vida.
Cheguei hoje depois de uma grande e longa viagem... foram incontáveis dias em que avaliei oportunidades, conversei com amigos, conheci mundos desconhecidos, conheci novas pessoas e aprendi muito mais sobre mim mesmo e o mundo.
O mundo que eu viO mundo não é tão tosco como parece... o mundo é MARAVILHOSO, nós é que colocamos um par de lentes sujas por medo ou até conveniência... eu passei dias vagando por esse grande Brasil, não sem rumo e sim como um observador, um observador de mim, um observador do mundo.
O mundo que vi é somente de oportunidades... nada mais que isso, como a gôndola de um supermercado universal, basta você pegar, colocar no carrinho e levar ao caixa... o pagamento será somente o seu esforço e empenho.
O mundo que quero verTroquei as lentes e vejo um mundo totalmente colorido e no supermercado os caixas não são tão cara fechada.
Preciso ver o mundo como ele é... simples como o nascer deste dia maravilho desta ilha... a ilha de São Luís.
Os amigos que reviRealmente é muito bom conversar com amigos... a sabedoria da sua experiência e a sinceridade realmente são muito boas...
Durante esta viagem eu ouvi 3 coisas que me fizeram realmente pensar e pensar MUITO:
- Aqui em São Paulo, você vem aqui achando que você sabe de alguma coisa, mas lá fora, tem uns 250 que tem certeza que sabe.
- Em São Paulo todo mundo pensa diferente de qualquer lugar do Brasil, desde o cara do elevador, o porteiro do prédio, o flanelinha, passando por profissionais e até executivos de qualquer empresa, todos pensam em negócios, eficiência... com isso, você não tem como ficar alienado de tudo.
- Estou em São Paulo fazem pouco mais de 4 anos, seu eu soubesse disso, eu teria vindo para cá fazem mais de 20 anos...
O que eu aprendi com essas palavras? Que tenho que ter a certeza que poderei fazer... não ter medo... E que preciso me imergir de pensamentos e visões amplas de resultado, não ficar preso em ambientes onde as pessoas pensam em outras coisas.
A mudançaEu quero coisas boas para mim... quero MESMO... e não tenho dúvida de que vou conseguir, mas, um amiga comentou comigo que a vida sempre nos dá aquilo que desejamos, mas nem sempre como pensamos que deveria ser. A questão é compreender qual o caminho que a vida nos quer levar e este, nem sempre será o caminho mais rápido, poderá dar algumas voltas... estranho né?
A caminhada requer adaptação, requer que você mude constantemente a cada passo, a cada curva, a cada momento... não podemos achar que vamos caminhar com o mesmo passo, com as mesmas idéias... precisamos mudar.
Eu sinto que estou em um grande de mudança... e na boa, não estou me prendendo... estou quase que como uma folha se deixando levar pela correnteza... ela quer chegar ao oceano... e sabe que o rio a levará para lá.
Os amigos...Nesta grande e longa caminhada... são os amigos as mais importantes, pois são eles que agüentam nos seus ombros nosso fardo, são ouvidos sem fundo que aceitam o que falamos... que as vezes ouvem calados, que as vezes fazem sugestões e raríssimas vezes falam algo que não merecemos ouvir.
Os amigos são importantes na vida de qualquer um... a amizade por mais distante que seja, se for amizade, certamente ela sobreviverá aos anos... eu vi, senti e vivenciei isso mais uma vez... amigos de longa data... amigos que tivemos poucos contatos ao longo dos anos, mas todos me receberam de braços abertos.
O fantástico número UMEsta jornada se iniciou em Fevereiro/2007, quando senti uma grande urgência de fazer o que estou fazendo... procurei seguir quase que cegamente este sentimento, pois eu sabia que ele me levaria para o que eu desejo.
O incrível é que todas as portas foram abrindo, as informações foram caindo no meu colo, as propostas, as idéias e até uma força hercúlea que eu não achava ter...
E a pressão no peito que não para de crescer?Pois é... apesar de tudo isso de bom na minha vida, ainda faltam coisas que precisam acontecer... o resultado deste início de caminho foi o término de um relacionamento de mais de 3 anos... um relacionamento muito intenso, complexo, mas honesto e bom... como aquele cara que chega nas portas do céu e São Pedro pergunta, você morreu de que? Sabe que não sei, estava atravessando a rua e apareci aqui... e em parte é assim que me sinto...
Hoje, quando cheguei em São Luís senti uma grande vontade de chorar e ainda sinto isso, não sei porque... não tenho idéia do que me faz sentir as lágrimas vindo da alma, é um MIX de sentimentos... saudade, sucesso, vontade de fazer, falta de um amor ou até do amor... solidão? Tristeza de não ter feito mais? O medo da mudança? Euforia da mudança?
Penso que falta um espaço para poder falar livremente dos meus medos, minhas dúvidas e até ansidades, sem ser julgado... uma amiga falou sobre um terapeuta, quem sabe essa será a solução?
Não sei... mas esse choro ainda não saiu... será que devo deixa-lo fluir? O que será que falta? Um colo? Não sei... ele está ai... preso, retido...
É preciso ser forte...Minha mãe e meu pai sempre falaram que preciso ser forte... preciso ser como uma grande e frondosa árvore, que tem raízes profundas para agüentar a maior das tempestades... perde as folhas, mas não a vida...
Ser forte não quer dizer estúpido... mas o que é se verdadeiramente forte? Como conseguir chegar ao caminho do meio?
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