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Data de Publicação: 21 de abril de 2007
Com base no PaiCom base no AvôAssunto importante nas áreas da paciência: a cura da impaciência que frequentemente alimentamos a detrimento de nós próprios. Se somarmos os dias e os minutos que sacamos nos créditos do tempo, a fim de acalentar irritação contra nós mesmos, verificaremos que o desespero manifesto ou imanifesto se nos erige na existência em fator de dilapidação, desencadeando enfermidade ou desiquilíbrio, desastre ou morte prematura.
E não é só no setor do prejuízo pessoal que o tema nos merece reflexão. A intemperança mental, à frente de nossas fraquezas ou desacertos, gera nos outros azedume ou desânimo, tristeza ou prevenção, estragando-lhes a vida. Nas horas em que conscientizamos, acerca dos erros que nos sejam próprios, acalmemo-nos para pensar ao invés de lastimar-nos sem proveito.
Registrar as nossas falhas, diligenciando saná-las ou suprimí-las de vez que menosprezando responsabilidades e compromissos, menosprezamos à nós mesmos; todavia, examinar-nos com paciência e coragem que nos induzam à melhoria.
Teremos errado, fracassado, destruído recursos ou sofrido ilusões e desiluções. Queixa inútil e autopiedade, porém, não edificam. Reconheçamos com sinceridade os obstáculos, mutilações morais, conflitos e deficiências que ainda nso caracterizem o modo de ser e que comumente nos fazem cair no chão do arrependimento. Entretanto, não nos permitamos permanecer estirados em angústia vazia, e sim, compreendendo os tesouros do tempo de que a Divina Providência nos enriqueceu, procuremos reerguer-nos, trabalhar, corrigir-nos e burilar-nos, tantas vezes quantas se nos façam necessárias, porque a impaciência, de qualquer modo, de nada nos serve e nem ajuda a ninguém.
(Francisco Xavier)
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