Por: Ruben Zevallos Jr.
Data de Publicação: 29 de março de 2007
Com base no PaiCom base no AvôNa minha visão pessoal uma civilização só tem 2 coisas que podem determinar o seu nível evolutivo, são elas:
- Suas construções
- Sua cultura
O que de fato sobraram das grandes e antigas civilizações? Somente suas construções e a sua cultura... o mundo moderno vive com base no que veio dos antigos. Nosso moderno sistema de república foi testado e utilizado em Roma. A visão do universo, alma, átomo, poesia, filosofia, medicina entre tantas coisas, foram os antigos. Foram esses antigos povos que criaram a base para o que sabemos e até o que somos.
Quando eu vim para o Maranhão, fiquei abismado em saber que tantos autores reconhecidos nacionalmente eram maranhenses, não porque o Maranhão não mereça e sim por total desconhecimento mesmo e até, um certo preconceito, já que tudo de bom deveria vir dos grandes centros.
A cultura Brasileira está beirando ao enlatado, não existem mais aqueles momentos gostosos onde você poderia discutir com amigos algum texto ou livro de pensadores, poetas nacionais ou estrangeiros... quando lemos, estamos atrás de leituras rápidas de serem absorvidas, em vez de livros complexos que nos fará pensar e quem sabe, até crescer um pouco mais?
O Guesa, que apresentado pelo pela Sousândrade, que segundo as boas bocas, era uma espécie de auto retrato, onde ele se intitulava o próprio, ele, o Guesa Errante, órfão e vivendo somente para ser sacrificado e o seu coração ser oferecido ao Deus.
Quando eu tive a grande oportunidade de ver, sentir, cheirar e ler o anuário Guesa Errante, produzido pelo Jornal Pequeno, eu disse na hora... que o seu conteúdo deveria estar na Internet, não poderia ficar somente ocupando o espaço em algum prateleira empoeirada, aquela riqueza precisava ser compartilhada não somente com os maranhenses e sim com todo o mundo.
O site do Guesa Errante foi lançado durante a 3ª edição do anuário, onde a WeZ figurou como apoio, o que nos deu muito orgulho, ver o nosso loguinho impresso em tamanha obra.
A cultura, acima de todas as obras, é o que de fato sobrevive e sobreviverá. O escritor, muitas vezes está além de nosso tempo, vive a borda da realidade, muitas vezes beirando a loucura. São esses loucos autores que escrevem tratados que mudam o mundo, foram assim com Platão, Sócrates, Sêneca e muitos outros... podemos citar também Karl Marx, Nietsh, Bacon entre outros tantos... poderemos incluir nesse séqüito de ilustres autores, também os cientistas, que além de doarem parte de suas vidas, eles também escrevem suas teses nas revistas, compartilhando suas descobertas para o mundo.
A Internet no meu ver, tem sido a grande mola da evolução dos últimos tempos, nela você pode sorver de conhecimentos antes escondidos. São projetos como o que o Google tem feito, em digitalizar bibliotecas inteiras no Google Books, bem como o projeto do Guesa Errante.
No lançamento da edição IV, fiquei deslumbrado com o volume das páginas, bem como peso, mesmo a o esquecimento da marca da WeZ não tirou o brilho e o fascínio de tal obra, não é pela falta e o esquecimento que deixaremos de apoiar tal obra.
Os anuários, são a união de 1 ano de edições do suplemento cultural Guesa Errante do Jornal Pequeno, é um trabalho único no Maranhão e quem sabe no Brasil. Espero que esse esforço, seja cada vez mais visitado e lido, que o Guesa seja mais que somente único, mas uma semente de projetos iguais por todo o Brasil, uma pais de famintos, mas o Homem, além da barriga, precisa também alimentar a sua alma e o Guesa pode ser uma das suas fontes.
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