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Dispositivos de transporte de dados

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Por: Ruben Zevallos Jr.
Data de Publicação: 16 de março de 2007

Com base no Pai
Com base no AvôAinda me lembro do carinho que eu transportava minhas fitas cassetes com meus programas e jogos para equipamentos compatíveis com o TRS-80 no ínicio da dos anos 80. Também lembro quando eu peguei em um pack de disco de 2 Mega bytes... UAL... uma coisa de louco. Nessa época, os computadores eram definidos pelo tamanho da memória interna, onde o MegaByte era sonho.

O transporte de dados, sempre foi um grande problema. Os engenheiros sempre pesquisaram e inventaram novidades, como as unidades de fita, discos móveis, conhecido por pack de discos, depois fitas em cartuchos. Depois vieram os discos flexíveis, mais conhecidos como disquetes. Eles vieram nos tamanhos de 8 polegadas (bem grande), 5 e ¼ e finalmente o de 3 ½ que começou com 740K e depois para 1.44MB e outros tamanhos que não pegaram.

Os CD-ROMs vieram muito tempo depois, pois os leitores eram muito caros, imagine os gravadores. Logo eles viraram moda e transferir dados com discos de 640MB era muito mais fácil que centenas de disquetes de 1.44MB.

Paralelamente algumas empresas como a Iomega, lançaram discos que suportavam de 100MB a 1GB. Foi uma boa idéia, mas o custo e falta de padronização, fez que a solução não fosse amplamente utilizada..

O problema de transporte começou quando os HDs (discos rígidos), saltaram de meros 10MB para 20, 40, 80, 100MB e nunca mais parou, hoje você pode comprar HDs com mais 500GB a um preço rasoável. A questão é, o que fazer com isso tudo? Em 500GB equivale a mais de 100 DVDs de 4.7GB ou mais de 131 milhões de páginas A4 cheias de texto. Resumindo, 500GB é aguenta muita informação. O mais interessante é que tem gente que usa esses 500GB rápido.

Hoje em dia, praticamente todos tem um leitor de CD, eventualmente um de DVD, mas gravador? Nem todos tem, então, essas 2 tecnologias, não se aplicam de forma ampla como foram os disquetes.

Os disquetes por sua vez, não aguentam mais o volume de dados disponíveis, como transferir um arquivo de 20MB ou um vídeo de 1.2GB?

A grande questão era de conseguir a versatilidade e mesmo custo que o disquete teve, bem como a sua reusabilidade. Hoje em dia, todos os computadores tem uma ou mais portas USB (Universal Serial Bus), então entra a era dos Pen Drives.

Os pen drives são dispositivos de memória sólida “Flash”, que conseguem manter os dados armazenados mesmo depois de desconectados da fonte de energia. Os pen drives estão cada vez mais baratos e por poucos reais você pode ter versões de 32 a 4GB de espaço disponível, ou seja, nem se compara aos antigos disquetes e já dão volta nos CDs. A grande vantagem dos pen drives são o espaço reduzido, velocidade de cópia e claro, espaço disponível.

Apesar de robustos, os pen drives requerem os mesmos cuidados como qualquer equipamento eletrônico, que deve ficar longe de água, umidade e quedas bruscas.

Se você tiver cuidado, certamente poderá usa-lo por muito tempo, levando seus MB de arquivos para qualquer lugar.

Sempre que pego o meu pen drive de 2GB, fico me lembrando dos packs de 300MB que eu ajudava a instalar no IBM 360, bons tempos... imagine se eu levasse para algum colega daquela época esse pen drive? Será que eles acreditariam na sua capacidade de armazenagem?
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