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Pensamentos


O Atlas do Universo
Quando eu fui pai

Quando eu fui pai

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Por: Ruben Zevallos Jr.
Data de Publicação: 5 de fevereiro de 2007

Com base no Pai
Com base no AvôExistem momentos na vida que nunca esquecemos e um deles foi quando eu vivi com o meu filho querido Gabriel.

Era muito massa cuidar dele... não existia problema, dor de cabeça ou cansaço... tudo era legal, seja de dar comida, dar banho, levar para passear e até trocar as fraldas... tudo era legal somente porque ele ela o meu filho querido.

Ser pai é algo que muitos homens desejam, mas eu queria ser mais que somente um fornecedor de código genético, eu queria estar presente... queria participar dos seus momentos, como participei de vários... muito legal.

Ser pai é algo muito legal... fantástico para dizer a verdade...

Lembranças
Ainda lembro do sorriso banguelo... das vezes que brincávamos na cama e ele não media esforços para ultrapassar os obstáculos.

Lembro também das vezes que ele estava SUPER assustado e eu deitava ao lado da cama dele e ficava com a mão sobre ele, para que ele se sentisse seguro.

Também lembro das vezes que ele fazia de tudo para me enganar, quando eu colocava ele para dormir, mas eu não dava mole... ficava esperando na frente da porta do quarto, então, quando ele abria a porta... eu via o susto que ele levava e logo corria para a cama... era assim por algumas horas, mas logo ele dormia.

Lembro também do dia que ele conseguiu roubar os chaveiros das meninas super poderosas que eu tinha no meu quarto... ele movia a cadeira subia e ficava tentando, até que ele conseguiu... olhou para a chave, desceu da cadeira, deu um grito de vitória e saiu correndo para o seu quarto... logo ele estava lá, tirando as outras.

Outra super massa foi um dia que eu tinha deixado a janela aberta, pois ele sempre jogava coisas... então, ele jogava, mas batia na janela... então, nesse dia, ele jogou e passou... então, ele foi correndo no quarto pegar algumas bolas e carrinhos para jogar... nesse meio tempo, fechei a o vidro... então ele jogou e pum... bateu na janela... então ele tentou mais 2 vezes e nada... dei uma bronca, mas vi que ele ficou encucado... tipo, como que deu certo antes.

Tão pequeno, tão lindinho
Ele era muito pequeno... ainda lembro quando ele estava deitado na minha mão quando eu dava mamadeira... meu filhinho zoiudo... ele ficava me olhando com aqueles olhos grandões...

Lembro dele aninhado no berço, como também lembro do tempo em que ele estava crescendo até o ponto do berço ser muito grande para ele...

Ele não tinha limites, queria conhecer tudo... tudo usando o seus 12 olhos... os 10 de cada mão e os 2 de verdade... eventualmente, ainda tinha mais um que era a sua boca... tudo tinha que ser testado por la...

Aprendendo com ele
Sempre lembro o que aprendi... uma coisa chamada persistência... como que pode, somos adultos, tudo sabemos ou pelo menos achamos saber e ficamos parados ou chateados com nossos problemas, meu filho não tinha nada disso, tudo novo, procurando ainda aprender e conhecer o seu corpo... mas nunca o vi desistir. Ele tentava, caia, arrastava cadeiras, puxava gavetas e conseguia atingir seus objetivos. Não tinha tempo ruim...

O abraço mais gostoso
Acho que o que mais sinto falta é do seu abraço... aqueles pequenos braços tentando me abraçar, com um abraço apertado... isso eu realmente sinto muita falta.

Ele mora em Brasília com a mãe e eu aqui em São Luís, muito longe... sempre que vou a Brasília faço de tudo para passar pelo menos algumas horas com ele... mas o que são horas se não tenho a oportunidade de vivenciar os seus dias?

Um dia serei pai
Lembro-me o que uma amiga me disse... que me via chegando em casa do trabalho e rolando com as crianças no tapete... e será assim mesmo... ser pai é muito mais que somente fornecer o código genético e pagar as coisas... não é fácil, mas precisamos estar lá... ver, cuidar, sentir, vivenciar cada momento... pode ser quem nem todos, mas devemos fazer coisas como trocar as fraldas, dar comida, banho, levar para passear e tudo mais que uma criança precisa...

O meu pai
Sinto falta do meu pai... porque ele não foi assim, compreendo que ele veio de outra cultura totalmente diferente da minha... mas seria muito massa ter ele jogando bola, indo comigo para os locais que eu gostava de ir... mas o meu pai deu algo que ninguém poderia me dar... liberdade de crescer livre... eu podia escolher o que fazer durante as férias e fazia... mas sempre tinha que estar em casa as 19h e nem um segundo mais.

Apesar de um tanto ausente, o meu pai foi um grande cara... porque ele era artista plástico, origem hispânica e bem durona e ainda tinha mais de 40 anos... lembro-me de saber que ele estava lá... apesar de não notar, mas hoje, lembro-me que ele estava sempre lá... era durão, mas tinha um coração de pai... grandão... e sabia que ele também me amava.
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