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Política


Induto de Natal
A Educação no Brasil
Profissão Político
Se reclamar não adianta, vamos passar para ação

Profissão Político

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Por: Ruben Zevallos Jr.
Data de Publicação: 18 de dezembro de 2006

Com base no Pai
Com base no AvôSer político, antes de ser uma atividade altruísta, se tornou na realidade um profissão regulamentada e muito rentável por sinal.

Na época do Império e dos Reis, estes tinham o direito pelo nascimento baseado na propriedade sobre a terra e no comando das instituições que regiam o estado.

No Brasil de hoje, os políticos, que não tem qualquer responsabilidade ou a necessidade de ser atuante, legislam em causa própria, criando leis e mais leis para aumentar suas vantagens, salários e bonificações por trabalho extra durante os recessos, sendo que deixaram de trabalhar durante o período devido.

Nessa categoria privilegiada, todos tem vantagens garantidas pela lei, inclusive na hierarquia abaixo da federal, todos ganham por equivalência e quando o legislativo federal aumenta sua remuneração, toda a categoria é reajustada automaticamente, gerando um saque aos exauridos cofres do governo, que ultrapassam as centenas de milhões de reais.

Nenhuma responsabilidade
Eu, como empresário, tenho responsabilidades junto a sociedade, meus colaboradores e familiares, os políticos não tem qualquer tipo de responsabilidade, como se pode ver nas participações das votações e comissões para aprovação de projetos de lei. Tudo bem, que dizem que o suposto político, estava visitando a sua base, na procura de avaliar e resolver os problemas locais, mas todos sabemos que nem sempre isso é a mais pura verdade.

Penso, que os políticos deveriam ter pelo menos um projeto de governo, que deveria ser aprovado junto ao TSE na sua candidatura e que deveria ser executado a contento, como um plano de negócios empresarial, que sem ele, a empresa até poderá dar certo, mas não saberá se já chegou lá. O que vamos chamar de Plano Político, deveria ser um mapa das ações, propostas, bem como o plano de execução das suas atividades previstas até o momento de sua candidatura. Se um determinado político não tivesse em dia, deveria justificar suas atividades ou, teria ameaçado o seu mandato, com a possibilidade de perda, sem qualquer possibilidade de recorrer. Claro, que essa obrigação, deverá ter algumas possibilidades de troca com os suplentes, no caso de doença ou problemas pessoais.

Baixa ou nenhuma qualificação
Não querendo desmerecer os que não tem nível superior, mas um político, para que pudesse gerir os destinos de milhões de pessoas e ainda mais, atuar na votação e criação de leis, precisa ter pelo menos uma base mínima de conhecimento, para conseguir discernir o que será verdadeiramente melhor. Sabemos que no Brasil, temos e tivemos políticos com mestrados e doutorados, mas uma boa parte nem terminou o segundo grau.

Penso que o certo, seria exigir pelo menos o terceiro grau completo, ou que o político demonstre atividades políticas que comprovem suas habilidades como tal, sejam como líder de comunidade, sindicatos, associações ou até na direção de alguma empresa ou organização.

Baixa idade
Hoje, tenho 40 anos, e somente hoje me sinto capaz de e com responsabilidade suficiente para assumir um cargo como senador ou deputado federal... mas vejo candidatos com vinte poucos anos, muitos com desejos nobres, mas será que eles realmente terão condições e discernimento suficiente para propor, participar e votar?

É sabido que o ser humano passa por ciclos, eu passei, você passou e ainda vamos passar por vários, são esses ciclos que nos mudam e nos fazem compreender melhor o mundo. Quando eu tinha 28 anos, minha visão do mundo mudou completamente, aos 35, foi outro momento de revelação e normalmente acontecem mudanças a cada 7 anos... não sei se podemos avançar no tempo e acelerar o processo de iluminação, mas isso é para outra discussão.

Penso que o certo seria de definir a idade mínima em 28 a 30 anos, pois um político certamente teria a idade e experiência suficiente para compreender o que acontece.

Remuneração, direitos e bonificações excessivas
Quanto que seria o suficiente para que um Senador ou Deputado Federal manter o seu gabinete? Quanto que seria realmente o valor para se pagar uma secretária, 1 ou 2 assessores, algumas passagens, hospedagem e alimentação em Brasília? Qualquer que seja o valor, certamente não será o que hoje esses políticos ganham por mês, fora os jetons entre outras facilidades.

Penso que o trabalho político, deveria ser executado com uma atividade paralela a sua, que o dinheiro, não seria para uso próprio e sim, para a sustentação do seu gabinete e custeio do seu deslocamento. A redução ou até a eliminação dos altos salários, fariam com que menos pessoas tivessem o interesse nos cargos, acabando com as verdadeiras dinastias de políticos, que somente procuram se perpetuar nos cargos, inclusive incluindo seus filhos e netos no processo.

Político por opção...
Por opção, este deveria ser o lema, não por profissão ou salário, não pela gorda aposentadoria, que é o que um senador leva se tiver 2 ou 3 mandatos, não lembro direito.

Já vi que muitos eleitos declararam e abriram mão de suas remunerações pessoais e essas eram doadas para entidades sem fins lucrativos na fonte.

Não consigo compreender esse esquema suntuoso que temos no Brasil, pois, sempre lembro de comentários que uma amigo sempre comentava, que na Suíça, um prefeito não tinha gabinete, não tinha salário e muito menos deixava a sua atividade principal, ele estava no cargo somente por motivos altruístas e não financeiros. Talvez seja por isso que a Suíça é uma verdadeira Suíça... quem sabe esta será a solução para o Brasil?

Como um ninho de vespas
Mudar as regras do jogo, é o mesmo que colocar a mão em um vespeiro, certamente você será picado, senão, morrer. Isso aconteceu diversas vezes, onde o congresso se uniu para derrubar alguém, como no caso do ex-presidente Collor, que apesar das acusações, e cassação ilegal, foi julgado inocente de todas as acusações, sendo que muito de seus atacantes, tiveram seus mandatos cassados, mas ninguém comenta sobre isso... para o povo, esse bravo presidente, que decidiu mudar o pais no peito e na raça, que procurou mostrar que ser presidente é algo além de ser gordo e lento... ele fazia esportes na cidade, andava de Jet Sky, saltava de pára-quedas, voou de mirage, entre tantas coisas. Para mim, tirando o seqüestro do nosso dinheiro, ele que iniciou todo o processo evolutivo do nosso país, quando ele abriu o mercado, acabou com todas as leis de reserva de mercado.

O Brasil precisa de mudanças, mas mudanças reais... e como conseguir, se qualquer governante precisa do legislativo para atuar? Seja isso na esfera federal, estadual ou municipal?

Por isso, que estamos o tempo todo vendo na TV os Big Brothers das CPIs, onde senadores pegam depoimentos de acusados, que muitas vezes, tiram onda na cara deles e ficamos por isso.

O Brasil precisa de um plano real político, foi isso que o ex-presidente Fernando Henrique disse, sem uma reforma, a corrupção, os conchavos, distribuição de cargos, alianças entra tantos nomes e ações para se conseguir apoio e a famosa governabilidade vão continuar...

Somente o povo que poderá mudar
Infelizmente, nós, o povo, de tão oprimidos, sejam por impostos, por falta de infra-estrutura, por repressão e até doutrinamento desde a nossa escola, não nos sentimos fortes o suficiente para lutar contra os donos da terra, que vivem nas altas montanhas, encastelados nos seus castelos de cristal... e quando pensamos em revoltas, somente avaliamos o quanto e como poderemos chegar lá.

Nós, o povo Brasileiro, estamos mais para brigar pelo prato de comida que temos, que pensar no seu próximo... as vezes nos comparo a um cachorro, que mesmo sendo criado por ti desde pequeno, te morde caso você tente pegar a comida dele.

Mesmo assim, eu acredito no Brasil... este pais tem força, tem energia, tem inclusive o combustível latente, que precisa somente que alguém consiga ligar a ignição, então poderemos ver pessoas nas ruas, movimentos contra esse mesmismo que vemos no nosso país e que perdura por mais de 100 anos.

Vamos Brasil... Eu posso, você pode, juntos, certamente poderemos.
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