Por: Ruben Zevallos Jr.
Data de Publicação: 24 de novembro de 2006
Com base no PaiCom base no AvôO relacionamento de negócios normalmente tem características semelhantes aos relacionamentos pessoais. Onde não basta somente grandes ações, mas pequenas para que ele evolua e cresça sempre dentro do contexto da Confiança, Respeito e principalmente da fidelidade.
Vamos falar um pouco a respeito dessas coisas.
ConfiançaMeu pai e também meu padrasto sempre comentavam comigo, que todos merecem voto de confiança, principalmente, porque perante a lei, todos somos inocentes até que se prove o contrário.
Quando se inicia um relacionamento empresarial, sempre confiamos que o cliente pagará e que também entregaremos o produto ou serviço e toda a relação é pautada nisso, tanto que o as empresas em prospecção nos recebem, ouvem e acreditam umas mais e outras menos no que falamos.
RespeitoA definição de civilidade, vem de regras e protocolos sociais não escritos, mas bem conhecidos que definem o limite do respeito, onde utilizamos parâmetros como idade, responsabilidade e experiência para pautar o nosso exercício de poder sobre algumas pessoas, mas não importando o credo, nível social e cor, todos merecem o mínimo de respeito pelo simples fato de serem seres humanos e passíveis a erros e desvios.
O respeito no ramo de negócios, está no fato de sempre levar a solução ao cliente, sem ofender ou denegrir a imagem de outro concorrente, salvo em casos claros de desrespeito explícito, mas que são raros os casos.
FidelidadeEsta palavra, tão comentada no período de eleição, inclusive questionada no cerne de algumas leis, onde procuram definir que durante um determinado relacionamento, existem regras e limites para a troca de lado, já que durante algum determinado período, se usufruiu de recursos e informações exclusivas para membros de alguma organização. Veja um exemplo, o presidente do Banco do Central, não pode atuar no mercado pelo período de 1 ano, devido a participação íntima dele no mercado financeiro.
Eu pontuo a minha relação comercial baseada nisso, pois já tive muitos casos de clientes ou prospects de concorrentes entrarem em contato comigo para pedir propostas de produtos e serviços e sempre consulto o concorrente a respeito.
O mesmo acontece, quando em conversa formal ou informal, algum concorrente comenta sobre algum projeto ou atuação que até é interesse, mas não saio correndo assim que termino o contato para desenvolver primeiro que ele.
Porque devemos fazer tudo isso?Penso que ficou claro que vivemos em um mundo onde temos uma grande interdependência entre pessoas e empresas, não podemos ficar achando que o meu negócio não depende do seu e assim por diante. Como diz um antigo ditado, “o mundo é redondo e dá voltas”, então, um dia você encontrará uma pessoa e nem sempre você estará na mesma posição de poder.
O Universo conspira a nossofavor ou contraÉ verdade que existe uma lei universal, que no universo nada se cria e tudo se transforma... então, uma boa ação, será transformada em uma seqüência de boas ações e que certamente você acabará se beneficiando, direta ou indiretamente. Vejamos o caso deste site, eu compartilho meus pensamentos, idéias e até projetos... pode ser que este texto te dê alguma coisa de bom, te ajude a crescer ou até, fazer algo de melhor, mesmo que você esteja no Japão, um dia certamente serei beneficiado.
Uma vez, um amigo me falou, que o Universo busca sempre o meio, que o Universo busca sempre equalizar o que há de excesso, seja bom, sejam ruim... então, se fizermos muito mal, você terá muito crédito de mal, então, um dia você receberá o mal que quitará o saldo devedor. Neste pensamento, eu quero ter muito crédito de boas ações... para sempre receber muitas boas...
E no mundo dos negóciosNão é porque você joga em um mercado agressivo, que você deve ser também. É de conhecimento de todos, que os canibalizadores de mercado logo saíram dele. Poderão até ganhar uma boa grana, mas não vão ter durabilidade e mesmo que tiverem, o mercado suporta concorrentes, mas antes de ficar achando que o concorrente se aliou ao diabo, veja se de fato, seus processos estão eficientes o suficiente e se o seu concorrente, está melhor que você.
Sempre observo que durante muito tempo, verdadeiros parques industriais deixaram de existir, não por erro de visão dos donos, e sim, porque o mercado mudou... o mercado sem suas próprias leis, as chamada leis de mercado... veja o caso das bengalas, antes era objeto de luxo, como um acessório, era chique ter uma, hoje, só quem tem problemas usa. O Chapéu, que foi sempre muito usado, hoje, inexiste no mercado... o mercado não tem dó, ou você otimiza e se adapta, ou estará fadado a morte.
Por isso, que devemos ter práticas comerciais coerentes, para que possamos, unidos, atuar contra os verdadeiros inimigos, que são empresas de fora do nosso âmbito de atuação, que certamente vão ter interesse no nosso mercado. Quando isso acontecer, poderemos nos unir, criando um exército na forma de consórcios, para conseguir lutar contra os verdadeiros inimigos.
Como que poderemos ir para a luta de ombro a ombro, com empresas traidoras, que não podemos confiar o nosso tempo, imagine nossas vidas?
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