Por: Ruben Zevallos Jr.
Data de Publicação: 3 de fevereiro de 2003
Com base no PaiCom base no AvôPergunto o que é realmente ajudar alguém?
Dar uma grana?
Levantar quando se está no chão?
Ficar esperando pedir?
Apresentar pessoas que possam ajudar?
O que é verdadeiramente ajudar?
Estou neste grande dilema pessoal, porque tenho algumas pessoas na familia que estão precisando de ajuda, mas que nitidamente não estão realmente precisando de ajuda. Como que é isso? Simples. Vou contar uma rápida história da minha vida.
Eu tinha uns 12 anos, quando um dia apareceu na porta do nosso apartamento um grupo de pessoas supostamente pobres pedindo um pouco de comida. Meu pai, em um ato de apoio, diga-se por sinal a primeira e última da sua vida, ele ofereceu a mesma comida que estavamos comendo. Subiu uma orda de pessoas que comeram TODA a comida. Tudo bem. Meu pai ficou SUPER feliz com a ajuda, eu fiquei um pouco também. No final da conversa, eles pediram um pouco de comida para levar, disseram que poderia ser arroz e feijão crú. Meu pai foi lá na despensa e pegou um saco de 5 kilos de arroz mais alguns de feijão e deu para os pedintes. Não satisfeitos, apresentaram uma corrente que supostamente seria ouro para meu pai. Este não muito bobo, disse que não aceitava e pediu todos para irem embora. Continuamos nossas coisas na casa e quando desci, vi no chão do bloco, arroz e feijão jogados. Ví que os pedintes ainda estava lá, e perguntei o motivo do arroz no chão. Então, uma das mulheres disse. Este arroz não presta. Está crú. Não temos onde cozinhar. Isso me deixou SUPER chateado, porque meu pai os ajudou de TODO coração, deu do pouco que tinhamos e tive que ouvir isso. Desde então, meu pai nunca mais ajudou qualquer tipo de pedinte.
A história acima pode ser um tanto estranha ou até comum para algumas pessoas. Existem pessoas, que são pedintes profissionais. Estão na vida que estão por desejo e não por necessidade. Gostam de não ter responsabilidade e penso que devem até gostar de passar privações, como frio, fome e dormir em locais sem segurança e conforto. Quando é oferecida uma oferta de emprego, dizem que não podem, que tem problemas etc etc. Estranho ouvir isso, não é?
Será que existem somente pedintes que vivem neste situação?
Pelo que tenho visto, existem também pessoas que ficam vivendo as custas de outros, dando pequenos golpes se utilizando a boa fé dos outros, mas quando viramos as costas, estes falam mal e até utilizam o bem doado de má fé, ou até jogam fora.
Pois é, penso que estou vivendo este tipo de problema dentro da minha familia. Talvez estou colocando palavras um tanto DURAS ou até fortes, devido ao meu envolvimento pessoal, mas o que posso fazer? Estou colocando neste Blog, porque gosto de colocar o que penso aqui.
Pois é. O fato é. Estas pessoas estão no Brasil faz mais de ano, não trabalham, tinham até uma grana, gastaram com diversas atividades, bens etc, algumas sem necessidade. Não tem emprego. Procuraram algumas possíveis atividades, mas sem empenho ou esforço. Quando pergunta-se a respeito, dizem sem sorte, mas continuam saindo, comendo e assistindo TV.
Estamos (eu e minha mãe) em um grande dilema neste aspecto. Porque estamos sendo forçados a mudar de residência, para atender as necessidades deles. Ficam procurando nos convencer que estamos ganhando e/ou que vamos ganhar alguma coisa. Seja no aluguél, seja nas contas. Pois é. Só vejo que teremos mais custos, mais trabalho e menos privacidade, liberdade e até acesso a coisas boas que hoje tenho.
Ok! Ok! Ok! Você dirá que são FAMILIA... Pela familia faremos TUDO... Será?!?!?!
Digo para a minha mãe, que se eu estiver dando uma de vagabundo, isto é, ficar em casa, tomar cerveja, reclamar da comida e não procurar alguma atividade remunerada, ela pode me colocar na rua. Sabe porque? Porque não gostaria de me ver nesta situação. Minha querida mãe é finita e não poderá me sustentar pelo resto da minha vida. Então, tenho meus projetos, clientes e até tenho algunas ofertas de emprego. Estou sempre viajando e fazendo uma boa grana. Agradeço a minha mãe pela SUPER FORÇA com o meu filho, bem como na fase inicial da minha separação. Quando vim morar com ela. Pedi apoio, carinho e atenção. Da mesma forma que ajudei, fiz e dei a ela tudo que uma mãe merece de um filho e muito mais.
Neste caso que estou comentando. Está praticamente parecendo oportunismo. Amigos que estão procurando ajudar, estão dizendo o mesmo. Parece que estão querendo dar um golpe familiar para continuar com o burro na sombra. Tadinho né. Velhinho, não pode ficar no sol e na chuva. O caralho...
Digo uma coisa. Quem quer procura. Eu quero e estou conversando, falando, redigindo propostas, enviando mensagens, estudando, enfim. Não paro um minuto. Quando fecho algum contrato. Viro noites para entregar no prazo ou até antes. Procuro a qualidade e velocidade no atendimento.
Para finalizar, eles já tem algumas dívidas interessantemente assustadoras e o negócio está crescendo, mas não vejo movimento para tal. Eles tem bens superfulos, que podem ser vendidos, até um carro super caro, que pode ser trocado por um de inferior valor, mas não vejo REAL interesse em realmente resolver o problema. Ou em até ouvir as sugestões que estamos fazendo. Sempre TUDO é complicado, difícil ou até impossível.
Desculpe em alugar seus "ouvidos"... seu que eles não são penicos. Mesmo assim... Obrigado pelo desabafo.
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